Mês: julho 2014

A principal ferramenta para ajudar na gestão de uma empresa

Nos últimos anos, muitas ferramentas de gestão se tornaram corriqueiras no cotidiano das pequenas e médias empresas. Elas podem ajudar – e muito – o líder a entender melhor tanto a própria empresa quanto o mercado em que atua, o que propiciará uma definição muito mais realista sobre os resultados que queira atingir, bem como se planejar melhor para o futuro.

Existem dezenas de teorias, mas muitas são de difícil aplicação ou não passam de modismos que duram pouco. Comentarei a seguir uma ferramenta que é usada há anos em empresas de grande porte, com muito sucesso, e que pode ser perfeitamente adaptada aos pequenos e médios negócios, a análise SWOT.

A ferramenta é indicada para aprofundar o conhecimento do negócio em quatro grandes dimensões. Aqui, o ponto chave é ser absolutamente realista, pois de nada adiantaria uma análise irrealisticamente otimista ou pessimista.

1. Strengths
Quais são os pontos fortes da sua empresa? Tem a ver com os diferenciais que poucos têm ou atividades que dão lucro ou atraem clientes. Pode ser um produto especial, equipe qualificada ou um modelo de distribuição inovador, por exemplo.

2. Weaknesses
Quais são os pontos fracos do seu negócio? São aquelas áreas em que há deficiências que causam problemas ou prejuízos constantes. Pode ser, por exemplo, um produto ultrapassado, alta rotatividade de pessoal ou pouca capacidade de investimento.

3. Opportunities
Quais as oportunidades que você teria para aprimorar seu negócio? Isso tem relação com as chances que poucos concorrentes conseguem aproveitar de imediato. São situações como a saída de um concorrente importante ou interesse de investidores em seu segmento de mercado.

4. Threats
São as ameaças graves à continuidade de seu negócio. Pode ser a entrada de um concorrente poderoso no mercado, a criação de um novo produto que você não tenha acesso ou a descoberta de uma nova tecnologia que mude as regras atuais ou ainda um aumento de custos que você não consiga acompanhar.

Normalmente, os pontos fortes e fracos estão dentro da própria empresa, enquanto as oportunidades e as ameaças são situações de mercado que não dependem, em princípio, de sua atuação. Se feita com critério e profundidade, a análise SWOT, além de custar muito pouco, lhe dará informações valiosas para planejar ações que aumentem as chances de sucesso da sua empresa.

Fonte: Exame/PME

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ECONOMIA ESTAGNADA? MELHORE A GESTÃO DA SUA EMPRESA

Por José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil

As notícias no front econômico não têm sido boas neste ano. Um crescimento anêmico do PIB, inflação alta, vários setores da indústria em crise, déficit comercial e dívida pública em alta. Nem a massiva liberação recente de crédito parece ter trazido muito ânimo e alento. As perspectivas para o final do ano e para o ano que vem não se mostram muito promissoras.

Ao mesmo tempo, há movimentos importantes de melhorias substanciais na eficiência e na gestão em muitas empresas que, se forem ampliados e generalizados, poderão trazer um real crescimento econômico.

Esse esforço para o aumento da produtividade ocorre sem haver necessidade de investimentos em novas máquinas, equipamentos e instalações ou contratação de mais pessoas.

Trata-se simplesmente de um esforço para melhor utilizar os recursos existentes através da utilização de melhores métodos de gestão.

Nos projetos apresentados, pudemos perceber situações de:

. Aumento de capacidade produtiva acima de 20%, sem investimentos, com reduções dos tempos de troca de set up (que é o tempo de preparação para a produção de outro modelo), melhorias da disponibilidade das maquinas através de iniciativas de manutenção preventiva e melhoria da manutenção preventiva, melhoria da qualidade etc.;

. Melhorias do nível de entrega, na hora certa e na quantidade certa, partindo de patamares inferiores a 60% e aproximando-se de 100%, através de ações de estabilização da produção, melhor sistema de planejamento, programação e controle de produção, logística mais precisa etc.;

. Reduções de custos em até 30% através de reduções de estoques, redução dramática do nível de defeitos e refugos, melhorias da manutenção das máquinas, ganhos de produtividade requerendo menos mão de obra direta e indireta etc.;

. Melhoria da qualidade no processo, sem requerer maiores controles, e diminuindo os custos, melhorando a entrega;

. Ganhos de volume necessários para atender a demandas crescentes em até três vezes, requerendo, porém, um volume substancialmente menor, proporcionalmente, de capital invertido e de outros recursos;

. Reduções de lead time através da melhor conexão entre processos via criação de fluxo unitário de produção e sistemas puxados (só fazer o necessário na hora necessária) que apoia o melhor nível de entrega, a redução de custos, o aumento do nível de resposta etc.;

. Reduções de custos e lead time, assim como melhor qualidade em processos administrativos e de apoio.

Esses exemplos mostram que nas empresas, onde se produz efetivamente riqueza e valor em bens e serviços, ou seja, na economia real, repousa o futuro de nossa economia. É lá que mudanças profundas como essas poderão gerar um substancial crescimento econômico em bases sólidas

Essas empresas se tornarão cada vez mais competitivas, com custos menores e melhor qualidade. E em um ambiente de competição, poderão oferecer produtos cada vez melhores a preços menores a seus clientes e, assim, poderão crescer seu market share e sua rentabilidade.

Mas ainda há gaps enormes na gestão. O planejamento e controle ainda são precários em muitas delas, o processo de definição das prioridades e seu desdobramento precisa ser mais estruturado, a padronização e estabilidade ainda têm um caminho longo a percorrer, o envolvimento das pessoas em melhorias e um estilo de liderança menos autocrático e uma melhor capacitação das pessoas, além de uma melhor capacidade de desenvolver produtos e de inovar, ainda são desafios centrais.

Evidente que melhorias nas políticas macro econômicas poderão ajudar. Porém, a busca de uma melhor gestão nas empresas conquistando um maior nível de produtividade é a saída para uma economia estagnada.

Fonte: Época Negócios